quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Fantástico exibe série sobre autismo

O programa Fantástico da Rede Globo, exibiu a série "Universo Particular" onde foram tratados alguns dos principais assuntos referentes ao autismo. É uma série com apenas 4 episódios mas que contem muitas informações importantes

04/08/2013 - PROGRAMA ESTREIA SÉRIE SOBRE AUTISMO

O doutor Dráuzio Varella, estreia uma série de reportagens sobre o autismo. O programa mostra a rotina de uma família do interior do Paraná, que possui dois filhos, um deles com autismo.




11/08/2013 - VEJA CARACTERÍSTICAS QUE PODEM AJUDAR A DESCONFIAR QUANDO A CRIANÇA TEM AUTISMO

O autismo se instala nos três primeiros anos de vida, quando os neurônios que comandam a comunicação e o relacionamentos sociais deixam de formar as conexões necessárias. Um questionário pode ajudar a identificar os possíveis sinais da doença.




18/08/2013 - DRAUZIO VARELLA MOSTRA COMO FUNCIONA O TRATAMENTO PARA AUTISMO

O doutor Drauzio Varella mostra que autismo tem tratamento e que uma ajuda bem direcionada pode melhorar a vida de todos ao redor. É obrigação do Estado atender as pessoas com a doença.




25/08/13 - PESSOAS COM AUTISMO PODEM TRABALHAR E LEVAR UMA VIDA COMUM

No último episódio da série, o doutor Dráuzio Varella mostra que as pessoas diagnosticadas com autismo, em muitos casos, não estão impedidas de trabalhar e ter uma vida produtiva.





Att Caroline


terça-feira, 17 de setembro de 2013

Opinião do Dr. Drauzio Varella

Autismo é um transtorno global do desenvolvimento marcado por três características fundamentais:
* Inabilidade para interagir socialmente;
* Dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos;
* Padrão de comportamento restritivo e repetitivo.
O grau de comprometimento é de intensidade variável: vai desde quadros mais leves, como a síndrome de Asperger (na qual não há comprometimento da fala e da inteligência), até formas graves em que o paciente se mostra incapaz de manter qualquer tipo de contato interpessoal e é portador de comportamento agressivo e retardo mental.
Os estudos iniciais consideravam o transtorno resultado de dinâmica familiar problemática e de condições de ordem psicológica alteradas, hipótese que se mostrou improcedente. A tendência atual é admitir a existência de múltiplas causas para o autismo, entre eles, fatores genéticos e biológicos.
Sintomas
O autismo acomete pessoas de todas as classes sociais e etnias, mais os meninos do que as meninas. Os sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida, mas dificilmente são identificados precocemente. O mais comum é os sinais ficarem evidentes antes de a criança completar três anos. De acordo com o quadro clínico, eles podem ser divididos em 3 grupos:
1) ausência completa de qualquer contato interpessoal, incapacidade de aprender a falar, incidência de movimentos estereotipados e repetitivos, deficiência mental;
2) o portador é voltado para si mesmo, não estabelece contato visual com as pessoas nem com o ambiente; consegue falar, mas não usa a fala como ferramenta de comunicação (chega a repetir frases inteiras fora do contexto) e tem comprometimento da compreensão;
3) domínio da linguagem, inteligência normal ou até superior, menor dificuldade de interação social que permite aos portadores levar vida próxima do normal.
Na adolescência e vida adulta, as manifestações do autismo dependem de como as pessoas conseguiram aprender as regras sociais e desenvolver comportamentos que favoreceram sua adaptação e auto-suficiência.
Diagnóstico
O diagnóstico é essencialmente clínico. Leva em conta o comprometimento e o histórico do paciente e norteia-se pelos critérios estabelecidos por DSM–IV (Manual de Diagnóstico e Estatística da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria) e pelo CID-10 (Classificação Internacional de Doenças da OMS).
Tratamento
Até o momento, autismo é um distúrbio crônico, mas que conta com esquemas de tratamento que devem ser introduzidos tão logo seja feito o diagnóstico e aplicados por equipe multidisciplinar.
Não existe tratamento padrão que possa ser utilizado. Cada paciente exige acompanhamento individual, de acordo com suas necessidades e deficiências. Alguns podem beneficiar-se com o uso de medicamentos, especialmente quando existem co-morbidades associadas.
Recomendações
* Ter em casa uma pessoa com formas graves de autismo pode representar um fator de desequilíbrio para toda a família. Por isso, todos os envolvidos precisam de atendimento e orientação especializados;
* É fundamental descobrir um meio ou técnica, não importam quais, que possibilitem estabelecer algum tipo de comunicação com o autista;
* Autistas têm dificuldade de lidar com mudanças, por menores que sejam; por isso é importante manter o seu mundo organizado e dentro da rotina;
* Apesar de a tendência atual ser a inclusão de alunos com deficiência em escolas regulares, as limitações que o distúrbio provoca devem ser respeitadas. Há casos em que o melhor é procurar uma instituição que ofereça atendimento mais individualizado;
* Autistas de bom rendimento podem apresentar desempenho em determinadas áreas do conhecimento com características de genialidade.
Retirado do site:
Att. Isabella Azevedo

Autismo: Comportamento, Inclusão Social e Escolar.

Isolamento.
Essa é a característica central do autismo. A criança que prefere ficar sozinha em vez de com a mãe, que não gosta de ser colocada no colo e não olha para as pessoas com freqüência e duração normais, ou tenha atraso na fala até os dois anos possui características que indicam que ela pode ser portadora da doença. Caso os pais as observem em seus filhos, devem procurar um médico.
O termo autismo era usado inicialmente para caracterizar vivências ricas em pensamentos e emoções, das representações e sentimentos pessoais, com perda da relação com os dados e exigências do mundo circundante. O psiquiatra norte-americano Leo Kanner usou o termo autismo infantil depois de ter sido reconhecido como responsável por algo novo. Em 1943, ele descreveu, em sua publicação intitulada Distúrbios Autísticos do Contato Afetivo, um grupo de onze casos clínicos de crianças. Elas apresentavam extremo isolamento - não tinham habilidades para se relacionarem com outras pessoas e situações -, falha no uso da linguagem para comunicação e desejo obsessivo ansioso para a manutenção da mesmice.
Às vezes o autismo é confundido com outras doenças que têm sintomas parecidos. Ele é mais confundido com o retardo mental e, em aproximadamente 75% dos casos, há superposição dos dois transtornos. O diagnóstico de paralisia cerebral é também comumente dado aos portadores de autismo.
De acordo com Camargos, as características do autismo devem surgir até os três anos de idade. Elas são:
Relacionamento interpessoal comprometido;
Atraso significativo ou ausência da linguagem verbal, mímica e gestual;
Comportamentos repetitivos e estereotipados;
Interesses restritos.
"Há também o comprometimento em três organizações estruturais do funcionamento mental-psíquico:
As funções executivas;
A Teoria da Mente;
A Teoria da Coerência Central.
As funções executivas são as capacidades de avaliar uma situação ou cenário, planejar a melhor solução, executá-la e avaliar sua execução. O comprometimento é encontrado principalmente nos portadores de Transtorno de Déficit de Atenção. Já a Teoria da Mente é a capacidade de se colocar no lugar do outro para entender intenções, mentiras e piadas, e responder a elas adequadamente. Por último, a Teoria da Coerência Central é a capacidade que as pessoas têm de, ao olhar um cenário, agregar todas as informações visuais num só contexto. "É como ver um mapa da região Norte do Brasil e ver o Rio Amazonas com seus afluentes. Alguém com o déficit, por exemplo, traria os afluentes sem o Rio Amazonas", explica o médico.
Causas.
O autismo não causa outras doenças, mas outras doenças podem favorecer seu desencadeamento. Os fatores externos que causam o autismo são as doenças infecciosas da gravidez, como a rubéola, a sífilis e a toxoplasmose; as doenças infecciosas do cérebro, como a meningite; as lesões traumáticas; o uso de drogas pelos pais; além de doenças genéticas que cursam com retardo mental.
As estatísticas sobre a doença têm a prevalência de 1:150 a 250 da população. A incidência é de quatro a cinco homens para cada mulher, mas quando a doença se dá no sexo feminino é mais grave. O psiquiatra explica que em toda psiquiatria infantil as doenças acometem mais os meninos e, como regra geral, quando as meninas são acometidas, são por quadros mais graves. Essa proporção seria mais um indicativo das questões genéticas.
De acordo com o psiquiatra, o autista pode ficar curado do ponto de vista funcional, mas dificilmente vai ter uma reabilitação completa do ponto de vista técnico. "Aos olhos de um profissional da área o autista não pode ficar completamente reabilitado, mas do ponto de vista da população, sim.".
Inclusão Social e Escolar.
Para ajudar os autistas, é fundamental que a família e amigos os tratem normalmente, tentando entendê-los em sua forma de ser e assim tentar ajudá-los, propiciando tratamento em todas as áreas que precisem. O tratamento é basicamente feito de reabilitação: psicologia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, escola, fisioterapia, musicoterapia etc. "Muitas pessoas relutam em levar a criança ao psiquiatra com medo de associação à loucura. Só com informações maciças essa idéia errônea pode ser modificada", opina Camargos.
Ele explica que o autismo é uma doença como o diabetes, a hipertensão e a epilepsia. "Uma criança autista diagnosticada e tratada aos 12 meses tem mais chances do que se diagnosticada e tratada aos 7 anos. Imagine uma criança diabética ao nascimento e só diagnosticada e tratada aos 7 anos? Estaria com problemas irreversíveis. O ideal é que essas crianças sejam encaminhadas a psiquiatras e neurologistas da área infantil".
Os autistas possuem todas as variações possíveis de inteligência, mas quantoà inclusão escolar, depende de uma série de condições da escola, de seus profissionais e da capacidade da criança. Alguns têm tentado e conseguido, são muito inteligentes e se dão bem pedagogicamente em escolas regulares, apesar de não conseguirem se socializar, pois não entendem o mundo humano e social.
Muitas pessoas acham estranho o comportamento dos autistas. Mas é importante inclui-los à sociedade, pois eles possuem dificuldades em fazê-lo. Há diversas técnicas para eles se sociabilizarem e cada uma tem um nível de eficiência de acordo com o perfil psicossocial de cada um. Os autistas devem ser estimulados a desenvolverem todas as atividades, sem discriminação.
Texto retirado do site:

Att. Isabella R. Azevedo

terça-feira, 10 de setembro de 2013

O autismo (conceitos básicos)

O autismo é um distúrbio psíquico e emocional, também conhecido como transtorno global do desenvolvimento, onde os portadores criam uma realidade peculiar de cada um e qualquer coisa que não esteja de acordo com essa realidade pode os causar irritações.
No autismo clássico, a criança tem um comportamento normal até os 2 anos de idade, e a partir daí, o seu desenvolvimento começa a regredir. A criança faz movimentos repetitivos, a fala diminui, começa a depender das pessoas para realizar várias atividades rotineiras, como se alimentar e fazer seus atos de higiene.
Com o diagnóstico precoce de um autista, a retirada do mundo criado por ele será mais fácil, ou seja, quanto mais tarde, mais o autista estará inserido no seu mundo e mais difícil será de tirá-lo dele.
A melhor maneira de ajudarmos a desenvolver suas habilidades é atingindo o interesse da criança, criando um vínculo com o mundo dela e ir o transformando na realidade em que vivemos.

Att
Caroline 

Apresentação

SADEPA, é uma sigla que significa Sistema de Apoio e Desenvolvimento aos Portadores de Autismo, que é um projeto originado em Taquara-RS, na Escola Técnica Estadual Monteiro Lobato (CIMOL). Nosso objetivo é poder auxiliar aos autistas, primeiro com esse blog e depois com um site informativo,contendo jogos para o desenvolvimento dos portadores.

Att.
Caroline e Isabella